Galeria de Arte da Capotaria Sol Nascente

at Avenida são sebastião cruzeiro do anil nº 100 , 65060-700

Todos os direitos autoras á Edimilson Reis By: Designer Leonardo !!!


Galeria de Arte da Capotaria Sol Nascente
Avenida são sebastião cruzeiro do anil nº 100
São Luís 65060-700
Brazil
Contact Phone
P: (98) 32457588
Website
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Description

Todos os direitos autoras á Edimilson Reis By: Designer Leonardo !!!

Opening time

  • Mondays: 08:00- 18:30
  • Tuesdays: 08:00- 18:30
  • Wednesdays: 08:00- 18:30
  • Thursdays: 08:00- 18:30
  • Fridays: 08:00- 18:30
  • Saturdays: 08:00- 12:00

Mãos que fazem arte Dar forma à madeira é o trabalho do artesão Edimilson Reis dos Santos, que encontrou na escultura o modo de expressar sua arte. O talento desse artista assume várias formas, com diferentes cores e tamanhos, além de muita história, que revestem cada uma de suas obras. História que ganha destaque hoje, Dia do Artesão, quando se celebra também o Dia de São José Carpinteiro. “Dentro de cada um de nós existe um artista. Busque o artista que existe dentro de ti”. Essa frase, dita por um amigo, ficou na cabeça de Edimilson Reis dos Santos e despertou sua vocação para a arte. Mas foi ao visitar exposições no Palácio das Artes, em Brasília, que ele percebeu o quanto era apaixonado pelas expressões artísticas. O passo seguinte estava por ser dado: os primeiros traçados, ainda com talhadas grosseiras, até aperfeiçoar a técnica que hoje enche a parede de sua casa com obras esculpidas em madeira. Em Taguatinga/DF, o artista participou de um concurso promovido pelo Palácio das Artes e ganhou, com a escultura em madeira O Mapa do Brasil, o primeiro lugar pela Escola Classe 29, onde estudava. Segundo o escultor, os cortes da peça eram grosseiros e o acabamento ainda não era tão bom, já que o artista ainda não tinha muita técnica. Mas a preocupação com os detalhes, uma de suas características, já aparecia. Cada estado do país estava devidamente talhado sobre a madeira. A escolha pela matéria-prima para a qual se dedicaria veio da vontade de inovar. Na primeira visita ao Palácio das Artes, o artista percebeu que existiam muitos trabalhos com pintura, esculturas em barro, gesso, mas nada em madeira. Então escolheu, para produzir sua arte, a matéria-prima que vem das árvores. Trajetória - Edimilson nasceu no povoado Andirobal, no município de Guimarães, local pacato, atualmente tomado pela floresta e sem habitantes. Aos 4 anos, mudou-se para São Luís e morou durante muito tempo no bairro Monte Castelo. Aos 17 anos, foi para Taguatinga. “Brasília tem muita arte. A cidade em si é uma arte”, afirma, ao se lembrar da cidade. Hoje, aos 50 anos, vive no bairro Cruzeiro do Anil, em São Luís. Seu ofício principal é o estofamento de veículos em uma empresa doméstica, a Capotaria Sol Nascente. Mas o espaço é dividido com a ocupação que mais gosta: talhar madeira. As mais usadas para esculpir são o cedro, louro, piqui e pinho, pois são madeiras menos rígidas e mais fáceis de entalhar. Suas peças retratam a humildade e a simplicidade de suas emoções.Quando está produzindo, o artesão precisa de concentração total; um momento que denomina de “eu e a arte”. “Com as criações, esqueço do resto, pois é preciso ter muita atenção. Um corte errado pode me fazer perder toda a peça. É preciso ter um corte perfeito”, assinala. O primeiro passo é rabiscar o desenho na madeira. Depois, com o formão e a goiva em punho, a imagem vai tomando forma e a superfície rústica da madeira dá lugar à arte, em seus detalhes. “Gosto de entalhar aquilo que me chama atenção”, ressalta. A criação - segundo o artista - é uma inspiração divina. Suas obras são marcadas pelas figuras femininas e religiosas. “A mulher gera a vida. A mulher veio para dar a vida. E tudo só foi possível graças à parte religiosa que descobri em mim”, analisa o artista, ao descrever as características de suas produções. Em 2005, três de suas obras participaram de uma exposição organizada pela Fundação Municipal de Cultura (Func). O sonho do artista, entretanto, é produzir muitas peças e fazer uma exposição própria. Por enquanto, sua galeria é a sala de casa, que tem suas paredes tomadas por várias obras. Perguntado sobre a que mais gosta, é contundente: “José. Eu olho pra ele e sinto uma calma profunda. É como se ele falasse comigo”, revela, emocionado, ao se referir à imagem de São José, posta em posição central na sala. Ao santo, o artista atribui a graça de ter voltado a andar, depois de um acidente que o deixou mais de seis anos de cama. Cada obra do artista tem uma narrativa própria, cheia de sentimento e emoção do humilde artista, que afirma ser apaixonado pela arte.

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